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Um presente de mamãe para bebê: a importância do pré-natal

Luiza Oliveira

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A maior prova de amor que uma mãe pode dar ao seu bebê, ainda na barriga, é fazer o acompanhamento pré-natal. Dá-se esse nome a um conjunto de exames que ajudam a detectar não só possíveis má-formações do feto, mas que também garantem a saúde da gestante, evitando abortos espontâneos e partos prematuros.

Além disso, as consultas com o médico ajudam a mulher a enfrentar todas as mudanças que acontecem no seu corpo, tanto físicas como psicológicas. Garantir um período gestacional saudável contribui na hora do parto e no desenvolvimento do bebê depois do nascimento.

Roberta Bernardy Pedroso e Ingrid Grabin são duas futuras mamães. Roberta espera gêmeos há 14 semanas. Ingrid, com 39 semanas, está com cesárea marcada para este sábado, quando nascerá Isabela. Um ponto em comum entre as duas gestações é o cuidado que as duas mulheres dedicam aos bebês ainda na barriga.

Roberta, 34 anos, é nutricionista, dona de um salão de beleza e uma futura mamãe apaixonada. O sonho dela, desde criança, era ter gêmeos. Filha de um médico, logo que descobriu a gravidez, ela não quis esperar pela consulta com o obstetra e já fez os exames de sangue a pedido do pai.

– Eu fiz um hemograma completo, mais o exame de toxoplasmose, de HIV, enfim, todos os necessários para garantir que eu estava bem. Assim, era uma garantia de que o bebê também estaria – explica a nutricionista.

Com os exames em mãos, ela foi à consulta com o especialista. Lá, a gestante fez o primeiro ultrassom. A grande surpresa da consulta foi que seu sonho começava a tomar forma: Roberta estava carregando dois bebês na barriga. Com as 14 semanas completadas nesta sexta-feira, a futura mamãe já soma três exames de imagem.

Mudanças para melhor

A gravidez trouxe mudanças à rotina da dona de salão de beleza. Hoje, ela não faz mais tintura nem progressiva nas clientes – e também aboliu a química nos próprios cabelos. A gestante também passou a comer mais frutas e regrar as refeições:

– A gente pensa mais neles do que em nós. O acompanhamento é muito importante, tanto que fiz os exames mesmo antes de achar um médico. Tudo pode afetar o desenvolvimento do bebê, ainda mais nessa fase que eles estão se desenvolvendo.

O ginecologista e obstetra Rodolpho Mello Netto aconselha que, assim que a mulher descobrir a gravidez, ela procure um médico para começar o pré-natal.

– A maioria das gravidezes ocorre sem nenhuma intercorrência. Mas existe uma parcela que exige cuidados, tanto por situações prévias à gestação, como diabetes, HIV, pressão alta, como pelas que podem surgir durante. É por isso que esse acompanhamento é importante. São consultas regulares, mensais ou quinzenais, conforme a situação de cada mulher – explica o médico.

Nove meses depois...

Ingrid, 33 anos, é fisioterapeuta e estudante de direito. Ela conta que começou a fazer os exames de saúde antes mesmo de engravidar, conforme recomendação médica. Depois de constatada a gravidez, o cuidado permaneceu. Tanto que, às vésperas do parto, ela soma 10 consultas com o obstetra, além de todos os exames indicados
pelo médico.


– Eu fiz uma consulta por mês e, no último, uma por semana. No primeiro trimestre, fiz o ultrassom morfológico. Com 22 semanas, fiz outro, que identificou o sexo do bebê. Fiz a translucência nucal e um ecocardiograma do bebê. Enfim, todos os exames recomendados – conta a fisioterapeuta.

Ingrid explica que procurou se manter informada durante toda a gravidez, para saber o que era bom e o que poderia ser ruim para o bebê. A fisioterapeuta conta que conversou com o médico sobre fazer mechas no cabelo, e ele permitiu a tintura a partir do terceiro mês. Essa espera também é recomendada pelo doutor Rodolpho, já que esse é o tempo de consolidação da gravidez. Porém, ele indica"

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